O Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, deu a bênção na feira da Caritas de Angola, denominada “Porta Aberta” que abriu ao público na  quarta-feira, dia 21 de Novembro, num acto presidido pela Sua Ex.cia Rev.ma. Dom. Óscar Braga, Bispo emérito de Benguela em representação de S. Ex.cia Reverendíssima Dom. Tirso Blanco, Bispo do Luena e Presidente da Caritas de Angola.

No espaço reservado à “Porta Aberta”, estavam um conjunto de produtos expostos sobre as principais realizações da Caritas de Angola, das Dioceses, Organizações Não Governamentais, Instituições da Sociedade Civil e do Governo que desenvolvem projectos e iniciativas sociais junto de grupos e comunidades angolanas.

Na altura da bênção, sua eminência o Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, proferiu um breve discurso em que realçou o papel histórico da Caritas, sobretudo nos períodos conturbados da guerra civil em Angola, socorrendo as populações, numa missão humanitária e de solidariedade que continua nos dias de hoje.

Rodeado pelos Bispos, padres, leigos e na presença das entidades colectivas e singulares convidadas a exporem e a visitarem a feira, o Cardeal Dom Alexandre do Nascimento percorreu o pavilhão impressionado com os produtos expostos, desde os artesanatos, plantas medicinais, fotografias, publicações literárias diversificadas, utensílios domésticos, especialidades alimentares da culinária típica angolana, entre outros atractivos.

“Porta Aberta” passa a contar como a 1ª edição da feira de exposição da Caritas de Angola, uma inovação que acontece no decurso da realização dos trabalhos do seu XXXIII Conselho Geral, que vai de 21 à 23 de Novembro de 2012.

Recordar que os representantes das Dioceses das 18 provinciais do País, estão em Luanda a debater no Conselho Geral da Caritas de Angola, questões sobre o Manual de Procedimentos, Directório das Caritas Diocesanas, bem como a definição de um novo Plano Estratégico para os próximos anos.


       DISCURSO DE SUA EMINÊNCIA CARDEAL D. ALEXANDRE

Queria associar-me aos muitos que durante bastantes anos têm mostrado o rosto da Igreja que é a Caridade. Se fizermos caridade e não tivermos amor, somos imperfeitos. Esta nossa Caritas, sobretudo nos tempos muito difíceis da guerra era o rosto disto. Por um lado, sobretudo entre os nossos irmãos angolanos, a maior parte da nossa população mas, por outro lado pelo que a Caritas fez tornou a nossa Caritas primeiro abençoada por Deus e depois reconhecida também pela Santa Sé. Talvez muitos não saibam o bem que se fez. Lembro-me do senhor Padre Henrique Verdjik, num período bastante difícil em que a ponte do rio Cunene tinha sido estragada, tivemos de arregaçar as calças e, quase a nadar fomos para o outro lado para dar ajuda.

 Isto não é por ter sido por nós mas, para nós, por ter sido instrumento da Divina Providência. Esta é a nossa vocação. Estamos a passar ou passamos, nós os velhos, o facho.

 Vejo o espírito que anima a Caritas de agora e, não modificou, graças a Deus. Continuais, sobretudo, a assistir os mais pequenos, lá onde há mais dificuldades, as crianças, os deslocados, é a presença de Cristo em Angola.

 Nós estamos conscientes de que vós da Caritas ocupais um papel especial. Nós, sem vós, seguramente não cumpriríamos com todo o nosso mandato.

 DEUS VOS ABENÇOE. OBRIGADO

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