A Caritas de Angola, teve sempre em atenção a questão da Saúde, como prioridades nos seus planos, foi assim a quando da elaboração do seu primeiro plano Estratégico 2009-2013 e do segundo 2013-2017, em que se sempre manifesta ser uma parceira do Governo Angolano, que através do Ministério da Saúde (MINSA) assumiu o compromisso de reverter as taxas de mortalidade materno-infantil para alcançar as metas relativas aos Objectivos do Milénio (ODM), lançando o Plano Estratégico para Acelerar a Redução da Mortalidade Materna e Infantil (2004-2014).
A rede de serviços de saúde da Igreja Católica em Angola, que inclui hospitais, centros de saúde, postos de saúde, laboratórios, farmácias, é vital para as populações mais vulneráveis. Assim, Cáritas de Angola a parceria com a Fundação Fé e Cooperação (FEC),
Assim, com base no levantamento efectuadas nas Arqui/dioceses de: Benguela, Bié, Huambo, Luanda, foram identificados vários problemas subjacentes à actual situação da Saúde Materno-Infantil. Com o propósito de minimizar os problemas encontrados, o Projecto FORVIDA – Formação para a Vida teve um impacto positivo e duradouro na diminuição da mortalidade materno-infantil em Angola, apostando em três objectivos específicos:
• Melhoria das competências técnicas de recursos humanos de Saúde do Sistema Nacional de Saúde (subsistema da Igreja Católica) nas províncias de Luanda, Benguela, Huambo e Bié.
• Reforço da cultura de coordenação e partilha de informação e boas práticas entre os subsistemas de saúde público e da Igreja Católica em Angola.
• Promoção da Saúde Materno-Infantil – Sensibilização e mobilização comunitária junto das populações mais vulneráveis

Através de planos de formação adaptados às necessidades efectivas de três públicos alvo distintos (Enfermeiros, Parteiras e responsáveis de unidades de saúde) o Projecto FORVIDA formou e acompanhou 180 recursos humanos de saúde, provenientes de 60 unidades de saúde, em Angola.
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No sentido de promover um maior acesso ao conhecimento no âmbito da Saúde, o projecto prevê também o equipamento e dinamização de 6 Bibliotecas Azuis.
O Projecto FORVIDA promove também uma maior articulação entre os actores públicos da Saúde, nomeadamente o Ministério da Saúde (MINSA), as Direcções Provinciais de Saúde, a Comissão Episcopal da Saúde e as Comissões Diocesanas da Saúde.
Espera-se, assim, um empenho que conduza à aprendizagem mútua, partilha de boas práticas e influencia de políticas públicas de saúde em favor dos mais pobres, numa lógica de acesso a serviços de saúde de qualidade.

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