O presidente da Caritas de Angola, Dom Jesus Tirso Blanco, defendeu que os países lusófonos “devem apoiar-se mutuamente na luta por mais justiça social”, no encontro das Cáritas destes países, que decorreu em Brasília (DF), Brasil.

No encontro das Cáritas Lusófonas, que teve o seu início no dia 9 de Novembro, e tem a presença das Cáritas nacionais dos oito países de língua oficial portuguesa, os representantes estão a reflectir sobre a fome e as desigualdades nestes países.

O fórum tem por objetivo “ampliar a participação da sociedade civil”, especialmente as Cáritas nacionais, em parceria com os Estados (governos dos países), “na consolidação das ações de gestão pública previstas nos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, das Nações Unidas”.

Sendo a Cáritas “o amor em movimento”, D. Leonardo Steiner, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), disse que os agentes destes organismos têm o “dever moral de receber de braços abertos os irmãos e irmãs que são descartados pela sociedade por serem considerados como pessoas de valor inferior às demais pelo sistema económico vigente”.

A realização do seminário «Fome e Desigualdades nos Países Lusófonos» tem em conta a orientação da Cáritas Internacional, que articulou toda sua confederação a”o serviço dos empobrecidos e marginalizados com uma campanha mundial contra a fome, lançada em dezembro de 2013”.

O teólogo e cientista social, Ivo Poletto, recordou algumas frases emblemáticas do PapaDSC_0224-20151113-055048[1] Francisco que “condena o modelo económico atual” porque este modelo “privilegia a concentração de mais e mais riquezas”, sem necessariamente associá-la à produção e resulta numa “economia que mata”, lê-se no site da Cáritas brasileira.

O encontro das Cáritas Lusófonas conta com a representação da Caritas de Angola.

 

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