História

A Caritas de Angola iniciou as suas actividades em 1957 e inicialmente dependia da Caritas de Portugal. A fundação da Caritas de Angola como instituição autónoma foi a 20 de Agosto 1970 pela Conferência Episcopal de Angola e  São Tomé (CEAST). Foi filiada na Caritas Internacionalis em Roma, no mês de Maio de 1971 por ocasião da IX Assembleia Geral desta mesma instituição.

A nível regional a Caritas de Angola integra a Caritas África, para além de fazer parte da Fórum das Caritas Lusófonas. No ano de 2009 a Caritas de Angola foi registada como Associação pelo Ministério da Justiça.

Desde o seu surgimento, as principais acções desenvolvidas pela Caritas de Angola foram de solidariedade e de apoio às comunidades afectadas pelos conflitos entre o exército colonial português e os guerrilheiros nacionalistas e a seguir a guerra civil que se estendeu até início de 2002.

As principais  actividades estiveram voltadas para a mitigação dos efeitos do conflito armado, nomeadamente: i) Identificando as maiores concentrações de deslocados de guerra e sensibilizando as comunidades das cidades para prestarem maior atenção a esses deslocados; ii) Servindo de elo de ligação com a Caritas Internacional e outras organizações  fazendo chegar bens de primeira necessidade, nas zonas mais inseguras e isoladas para as populações; iii) Prestando apoio sanitário e moral às vítimas da guerra (pessoas e comunidades); iv) Formando líderes de solidariedade nas suas áreas, revitalização das Caritas Diocesanas.

Para além da intervenção directa na área assistencial, a Caritas participou e nalguns casos deu origem a outros movimentos de advocacia e defesa dos Direitos Humanos como são exemplos: o Pró-Paces; a Promaica (Promoção da Mulher Angolana na Igreja Católica); a Comissão Justiça e Paz; a expansão da Pastoral da Criança e recentemente a PDRAS (Plataforma de Desenvolvimento Rural e Agricultura Sustentável) que assumiram actividades mais concretas e mais especializadas. A formação (académica, profissional) de milhares de técnicos na linha da intervenção social que servem hoje ao país etc. A partir do ano de 2002, a Caritas começa a implementar acções de desenvolvimento, mesmo que continue com a intervenção de emergência.

Estas acções foram desenvolvidas ajudando as comunidades e pessoas sem distinção de crença religiosa, sendo imparcial e não tomando partido entre as facções beligerantes, conseguindo trabalhar com todos. A Caritas foi a única instituição que, durante o conflito, conseguiu fazer chegar bens por via aérea na Jamba (quartel general da Unita) e noutras províncias isoladas do país.

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