A Caritas de Angola, reuniu o seu 35º Conselho Geral, sob a presidência de Sua Excelência Dom Jesus Tirso Blanco, bispo do Luena e presidente da Caritas de Angola, ao qual participaram os directores e técnicos das 15 Caritas Diocesanas das 19 que fazem parte da Federação. Analisaram os progressos e dificuldades na implementação do plano Estratégico (2013-2017); Organização institucional e a expansão pastoral do trabalho da Caritas de Angola; a mitigação das catástrofes naturais na base resiliente das comunidades com ênfase a seca no Sul do país; o reforço e a diversificação das parceiras e o incentivo e aperfeiçoamento das técnicas na implementação das acções junto com as comunidades.
No final o conselho conclui:

CONCLUSÕES:

1. O Directório da Caritas Diocesana é um documento fundamental para a estruturação e funcionamento da Caritas de Angola;
2. A seca na parte sul de Angola continua a ser um grande desafio;
3. Muitas famílias do meio rural não possuem títulos de reconhecimento das suas terras;
4. A pobreza, associada ao alcoolismo, tem vindo a desestruturar famílias, e dizimar vidas sobretudo de jovens;
5. O analfabetismo agudiza a pobreza e atrasa o desenvolvimento;

6. O desmatamento e as queimadas são uma realidade no meio rural, colocando o futuro das comunidades em perigo;

E o Conselho também recomendou:

1. Que se estruture as Caritas diocesanas e paroquiais segundo o Directório. As Direcções Diocesanas não poupem esforços no sentido de fazer funcionar efectivamente as caritas paroquiais e que os párocos assumam a sua função de presidentes das mesmas;

2. Que se dinamizem as campanhas de solidariedade nos tempos mais fortes do ano litúrgico – Advento e Quaresma – a favor dos mais pobres com criatividade, motivando a generosidade de crentes e pessoas de boa vontade;

3. Considerando que a seca constitui o tema central das preocupações de pelo menos três províncias de Angola, pedimos que se incentivem projectos que aliviem os sofrimentos das populações afectadas, se tomem medidas preventivas com acções adequadas e se criem condições para o seu desenvolvimento post-estiagem;

4. Que se intensifique a advocacia junto das autoridades competentes, de modo a ajudar as famílias do meio rural a legalizar as terras;

5. Que se ajude as famílias camponesas na diversificação da produção agrícola;

6. Que se crie um sistema de monitorização do abate das árvores de modo a evitar o desmatamento e provocar a desertificação do país;
7. Consciencializar as populações sobre as consequências nefastas das queimadas para o meio ambiente e para a economia do país;
8. Que se intensifique o fluxo de comunicação entre as dioceses; sejam divulgadas as acções que as comunidades realizam em nome da caridade de modo que por contagio positivo se multipliquem os projectos ou acções bem sucedidas;

9. Que se adopte o princípio de rotatividade na realização do Conselho Geral da Caritas de Angola;

Luanda, aos 19 de Agosto de 2015

Os Participantes

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